
Mais um BBB começou. O décimo! Teremos que ver quantos mais? Eu até assumo que assisto. Mas poxa! O lance tem alguma droga, você começa e não para mais de assistir. A sua curiosidade cresce, cresce.... E outra: vamos falar o que é verdade, né? O ser humano não apenas gosta de bisbilhotar, como também adora analisar o comportamento humano [e é bem isso que a gente faz, nem adianta dizer que não].
Mas vou confessar: fiquei frustrada. Frustrada por ver tantos corpos perfeitos [eles não são reias. Não é possível. Nem com 300 milhões de anos na academia alguém consegue isso]. Pessoas, que além de lindas, têm bons empregos, e mesmo assim ganharam uma chance para multiplicar seu dinheiro e fazer sucesso [e entenda sucesso como Playboy e G Magazine. Maldade, mas realidade].
Com relação ao sucesso... Tá! Existe uma Grazi Massafera a cada 300 anos. Com relação aos corpos perfeitos... Olha a incoerência:
A Globo coloca em horário nobre uma discussão a respeito da drunkorexia (distúrbio alimentar que tem como característica a troca de alimento por bebida alcoólica) e após o horário nobre, corpos perfeitos.
Recapitulando: a atriz Bárbara Paz, na novela Viver a Vida, vive a Renatinha, que tem uma doença grave por conta da preocupação com o corpo, e no horário seguinte temos um bando de gente malhada, sem celulite, sem gordura, com muito peito, muita bunda e curvas invejáveis.
Eles não deveriam passar a mensagem de que buscar o corpo perfeito não é assim tão legal e que o importante é a saúde da mente e do corpo? Cadê o lance de condicionar uma ideia que faça as pessoas perceberem que elas são lindas como são? Cadê o lance do real [não é um REALITY show?]?
E o pior de tudo é que a gente se deixa levar. Esquece do saudável e pensa na estétia, pura e simplesmente. Até eu caio nesta! Tá tudo errado!